Guia das Famílias de Acordes no contrabaixo (Shape 2)

Guia das Famílias de Acordes (Shape 2)

Olá, amigos! Aqui é o Marcos Duprá do primeirosacordes.com.br. Seja muito bem-vindo a mais um episódio da nossa série Contrabaixo na Veia! Fique ligado: toda quarta-feira, às 15h, temos um vídeo inédito aqui no canal para transformar o seu jeito de tocar.

No episódio anterior, nós começamos uma jornada para aprender a simplificar e dominar qualquer cifra no contrabaixo. Vimos que os acordes se dividem em três grandes famílias fundamentais: os Maiores, os Menores e os Dominantes. Também aprendemos a aplicar o Shape 1.

Aviso Importante: Se você não assistiu ou não leu a primeira parte, eu recomendo fortemente que faça isso! Caso contrário, você vai ficar "boiando" com um buraco no aprendizado. Este artigo é uma continuação direta, beleza?

Hoje, nós vamos avançar e aprender o Formato 2 (Shape 2). Com esses dois formatos na manga, você estará totalmente pronto para encarar qualquer mapa harmônico sem passar aperto.

Relembrando a Regra de Ouro das Famílias

Para ler cifras rapidamente, o seu cérebro não pode olhar para as extensões (nonas, sextas, décimas primeiras) como se fossem bichos de sete cabeças. Você deve reduzi-las à sua família de origem:

  1. Família dos Maiores: , , ,   Tudo vira um simples Dó Maior ().
  2. Família dos Menores: , , ,   Tudo vira um simples Dó menor ().
  3. Família dos Dominantes: , , ,   Tudo vira um Dó com Sétima ().

Lembrete: Sétima Maior ( ou ) é da família dos maiores. Sétima pura () é dominante!

Aplicando o Formato 2 (Shape 2) no Braço do Baixo

No Shape 1, nós buscávamos a quinta na corda de cima. Agora, no Shape 2, nós vamos mudar a nossa perspectiva geométrica: a quinta do acorde estará posicionada na corda de baixo.

Novamente, como deixamos a terça de fora da condução principal, o formato menor e o formato dominante serão exatamente iguais, reduzindo o seu trabalho para apenas dois desenhos físicos!

1. Formato Maior (Shape 2)

Montamos o desenho usando a Tônica, a Quinta (na corda de baixo), a Sétima Maior (meio tom/uma casa atrás da oitava) e a Oitava.

Guia das Famílias de Acordes (Shape 2)

2. Formato Menor e Dominante (Shape 2)

Aqui, a única diferença para o maior é a sétima, que passa a ser menor (um tom/duas casas atrás da oitava). Serve tanto para acordes menores quanto para os de sétima menor.

Guia das Famílias de Acordes (Shape 2)

Prática: Desmistificando a Cifra na Linha de Baixo

Vamos utilizar a mesma progressão assustadora da aula passada: .

Limpando todas as tensões, nós lemos e executamos a cifra pensando assim:

Guia de Tablatura (Shape 2)

Veja no diagrama abaixo como aplicar o Shape 2 exatamente nessa sequência, conduzindo o groove de forma linear e profissional pelas cordas mais agudas:

Guia das Famílias de Acordes (Shape 2)

Exemplo Clássico: Um ótimo exemplo de arranjo que explora muito bem essa movimentação de intervalos (embora em outra ordem) é a versão do Cake para o clássico "I Will Survive". A pegada e as relações de tônica, quinta e oitava estão todas ali!

Deixe nos comentários: Qual música você quer testar aplicando o Shape 2? Escreva o nome dela aqui embaixo que eu te ajudo a analisar e simplificar a cifra!

Caixa de Comentários: O Professor Responde

1. "O mestre já disse que o baixo é um instrumento simples, mas o Slap me impressiona. Qual a melhor hora de aprender?" – Evandro Horas

Resolução: Evandro, o Slap é uma técnica percussiva maravilhosa, mas ela é apenas uma ferramenta dentro da caixa do baixista, não o destino final. O aluno iniciante costuma queimar etapas querendo fazer Slap antes da hora, o que pode gerar vícios e frustração. No nosso curso completo, nós temos o momento exato e o passo a passo correto para introduzir essa técnica sem prejudicar a sua base de groove e tempo.

2. "Nobre professor, transportei o exercício para todos os tons seguindo sua dica. Estou me preparando para comprar o Curso de Blues. Como você mesmo diz: se tem preguiça, vai jogar videogame! Blues não é para os fracos!" – Jorge Locatelli

Resolução: Excelente, Jorge! Fiquei muito feliz com a sua dedicação. Mapear as tônicas, quartas e quintas em todas as tonalidades é o que separa os amadores dos profissionais. E a frase continua valendo: tocar Blues exige pegada, sentimento e dedicação. Se você já entrou no nosso Curso de Blues, prepare-se para evoluir de verdade!

3. "O contrabaixo exige uma digitação mais específica do que a guitarra e o violão?" – Ivan e Sida Cabeleireiros

Resolução: Excelente pergunta, Ivan! Não diria que ele é mais "específico", mas sim que ele exige mais adaptação física. Como a escala do contrabaixo é muito mais longa e os trastes (casas) são bem mais largos, abrir a mão como na guitarra pode causar lesões. Por isso, no baixo usamos muito a técnica de apoiar o dedo anelar junto com o mindinho para dar mais força, firmeza e conforto na digitação das notas graves.

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Gostou do artigo? Deixe o seu like, inscreva-se no blog e compartilhe com os seus amigos baixistas. Bons estudos com o Shape 2 e nos vemos na próxima semana!

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